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Você já se perguntou por que algumas pessoas são naturalmente amadas? Elas chegam e o amor simplesmente acontece. São acolhidas, respeitadas, desejadas, quase como se existisse nelas uma força invisível que atrai o afeto sem esforço. Enquanto isso, outras talvez você se doam, se entregam, tentam ser suficientes de mil formas diferentes e, mesmo assim, sentem que o amor não chega, ou chega quebrado, distante, difícil. Isso não é falta de beleza, de merecimento ou de valor. O que está em jogo é algo muito mais profundo: a energia que sua alma carrega e as histórias que vieram com ela muito antes desta vida começar.
Cada alma traz uma bagagem invisível. São memórias, promessas, dores e aprendizados de outras existências que moldam a forma como vivemos o amor hoje. É o que chamamos de carma, mas o carma não é castigo é caminho. Ele traz as experiências que precisamos viver para compreender o amor em sua essência. Para algumas pessoas, o amor chega como cura, e para outras, como lição. Há quem venha para aprender a amar sem se perder, e há também quem precise curar uma ancestralidade que sofreu, que foi silenciada ou rejeitada. Se as mulheres da sua família foram traídas, se precisaram ser fortes demais, se viveram amores de dor e renúncia, é possível que essa energia ainda ecoe em você. O corpo vive no presente, mas a energia carrega as memórias de gerações inteiras.
Muitas vezes, sem perceber, repetimos os padrões da nossa linhagem. A alma tenta proteger, mas acaba bloqueando. Ela diz “cuidado” quando o coração quer dizer “sim”. E é assim que nascem as barreiras invisíveis. Elas fazem você acreditar que o amor é perigoso, que precisa ser conquistado, que é preciso merecer para ser escolhida. Enquanto isso, outras pessoas apenas permitem que o amor aconteça. Elas não vibram na carência, vibram na confiança. E o universo responde à vibração, não à intenção.
A energia do merecimento é sutil. Quando você vibra medo, ansiedade e dúvida, está emitindo um sinal que diz: “não confio que posso ser amada”. E o amor, que é leve por natureza, se afasta do que é denso. Por isso não se trata de ser mais ou menos amada, mas de estar aberta ou fechada energeticamente. O amor não se conquista, ele se sintoniza. É como uma frequência. Para que o amor encontre você, é preciso que sua vibração esteja pronta para recebê-lo.
Muitas vezes, quando você sente que o amor não vem, o que está travado não é o destino, é a energia. São emoções antigas que precisam ser liberadas, são dores que precisam ser olhadas com compaixão. Por isso, o primeiro passo não é perguntar por que o outro não te ama, mas sim por que você ainda sente que precisa se esforçar para ser amada. A resposta está dentro, não fora. É dentro que se dissolve o medo, a culpa, o padrão. É dentro que você muda a vibração e o amor começa a reconhecer o seu campo outra vez.
A cura acontece quando você decide parar de repetir histórias antigas. Quando olha para as mulheres que vieram antes e diz: “Eu honro o que vocês viveram, mas essa dor termina em mim.” Quando se permite receber amor sem lutar por ele. Quando aprende a dizer não ao que te fere e sim ao que te alimenta. É assim que o campo energético se purifica, e a alma começa a vibrar em um estado de merecimento verdadeiro.
O amor verdadeiro não vem quando alguém finalmente te escolhe, mas quando você se escolhe primeiro. Quando o coração entende que não precisa mais provar o próprio valor. Quando você descansa dentro de si, e o universo entende que agora pode trazer o amor que vibra na mesma paz. O amor nunca esquece ninguém, ele apenas espera que a energia esteja pronta para recebê-lo.
E talvez, neste exato momento, enquanto lê essas palavras, o universo esteja te dizendo em silêncio: “Agora sim, você está pronta para ser amada de verdade.”









